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A Elegância Sombria de Deixar Ir
Nem sempre se fica com quem se ama. O amor, sozinho, é chama bonita — mas não aquece castelos inteiros.
Faltou tempo, sobrou medo. Fantasmas do passado sussurraram entre nós, corvos recolheram expectativas que nunca se alinharam, e eu — tola sacerdotisa do diálogo — tentei salvar o que já sangrava enquanto o outro erguia muralhas de aço.
Não houve vilões nesta história, apenas feridas expostas à noite fria. E quando duas almas se cortam tentando não ferir, a maturidade tem gosto amargo: soltar a mão mesmo sentindo o peito afundar.
Porque amar também é deixar ir — e aprender a caminhar sozinha entre ruÃnas, sem perder a delicadeza de quem ainda acredita no que sente.


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