Sou uma lady. Mas não aquela que aparece em salões iluminados ou que sorri apenas por educação. Sou uma lady que caminha por entre sombras, onde os sussurros se tornam companheiros e a noite é meu refúgio.
Sou obscura. Controversa. Rebelde. Estranha, talvez. Mas ainda assim, sou uma dama — de modo próprio, de modo inteiro.
Adoro o silêncio que fala mais que palavras, o vento que arrepia a pele e a sensação de que o mundo inteiro tenta me entender… sem nunca conseguir.
Em meus vestidos escuros, meus pensamentos são labirintos. Nos meus olhos, há segredos que brilham apenas sob a luz da lua. E no meu coração, uma rebeldia silenciosa que recusa ser domada.
Porque ser gótica não é apenas vestir preto ou admirar o melancólico… é sentir a beleza no obscuro, é dançar com a sombra sem medo, é ser eu… inteira, intensa, estranha e soberana.
Se, ao caminhar, seus pés parecem flutuar sobre o chão, se um arrepio percorre sua espinha como eletricidade silenciosa, se o peito bate em um ritmo que ameaça romper seu próprio corpo e uma bruma quente e inquietante se enrosca em suas entranhas…
não tema.
Não é uma maldição antiga, nem a sombra de um presságio sombrio.
É apenas o sinal mais traiçoeiro e sublime que existe: você está se rendendo ao amor.
E o amor, minha cara, sempre chega como um visitante invisível — assombrando, consumindo, desarrumando tudo que você pensava saber sobre si mesmo.
Todos nós morreremos — essa é a única certeza que não pede permissão.
A pergunta que realmente importa não é quando, mas como.
Você está vivendo anestesiada, apenas sobrevivendo aos dias,
ou está vivendo com a consciência de que cada batida do coração
é um tempo que não volta?
Como você quer viver:
— em silêncio para agradar?
— em medo para não perder?
— ou em verdade, mesmo que doa?
Viver, no sentido mais cru, é escolher.
É permitir-se sentir fundo, amar sem garantias,
errar sem se apagar,
carregar sombras sem se tornar uma delas.
Se a morte é inevitável,
que a vida não seja um ensaio vazio.
Que ela seja intensa, honesta, imperfeita —
e sua. 🖤